Estar Sozinh@

11-02-2023


Saber estar só.

Há algo de luxuoso na solidão, ainda que tantas vezes seja vista apenas como um peso. Trata-se de um exercício de olhar para o lado menos óbvio da vida e descobrir nele uma forma de beleza.

Num tempo em que as redes sociais nos mantêm incessantemente conectados, desaprendemos a valorizar o silêncio e a nossa própria presença. No entanto, é na solitude que nos encontramos com autenticidade, sem máscaras nem julgamentos. É nesses momentos que aprendemos a gostar da nossa individualidade e a reconhecer que a verdadeira liberdade nasce da capacidade de bastar-se a si mesmo.

Isso não significa negar a dimensão social do ser humano. Precisamos uns dos outros, e a plenitude só se alcança na partilha. Mas essa partilha será sempre incompleta se não soubermos estar connosco próprios. O equilíbrio entre a vida interior e os laços externos é o que nos dá estabilidade e nos permite viver relações mais autênticas.

A solidão, quando bem acolhida, não é ausência, mas presença: a presença de nós mesmos. Mas nunca esquecendo que, no fim de tudo, somos nós, presos no nosso corpo, connosco próprios.

Maria Manuel Branco

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